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Bem-vindo ao nosso blog!

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Sejam bem-vindos ao nosso blog!

Somos ex-alunos do professor Marcos Aurélio Fernandes da Universidade Católica de Brasília. Criamos o blog como forma de mostrar ao mundo e principalmente ao Brasil, como o negro ajudou na construção desse país. Leia logo após a nossa breve introdução e comece a curtir o blog.

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Fontes da pesquisa do blog, até o momento:

CALÓGERAS, P. de M. Formação Histórica do Brasil. São Paulo: 1927.

FERREIRA, A. B. de H. Novo dicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,1998.

MOURA, C. História do negro brasileiro. São Paulo: Ática, 1989.

PRANDI, R. Mitologia dos Orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.

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A contribuição do negro na economia

O principal motivo que acarretou a formação do Brasil foi para a extração de minerais, sendo os principais o ouro, ferro, prata e diamante, além dos vegetais, como a madeira e outros. E com isso a Europa ficou eufórica para explorar essas terras, trazendo assim o negro para a economia brasileira.

É possível dizer, que a participação dos negros na economia brasileira é um retrocesso na história, pois faz retornar ao tempo da escravidão, quer dizer, a era escravagista, antes do feudalismo tomar seu espaço. As viagens dos europeus à África e Ásia fizeram com que os negros participassem do sistema econômico vigente na época, não de maneira igualitária como mercadores, mas como escravos a serviço dos seus donos. Foi a partir desse momento, os negros passaram a ser levados para terra que estavam sendo descobertas, tanto para as colônias europeias como as colônias na América. Assim, chegaram os negros no Brasil, para devastar matas, cuidar da roça, do gado, trabalhar na cana-de-açúcar e dinamizar a economia da época.

Engenho de cana-de-açúcar

Negros escravos trabalhando em um engenho de cana-de-açúcar

Com este propósito, os negros se tornaram fortes colaboradores para a economia brasileira, não pelo lado intelectual, mas no impulso direto da dinamização do sistema econômico. No ciclo da mineração, o trabalho era árduo e impiedoso, na busca de satisfazer os desejos ambiciosos dos Reis de Portugal que objetivavam única e exclusivamente, extrair os minérios existentes no país. Eram quilômetros e quilômetros de mata adentro, passando todo tipo de miséria e sofrimento, com o ficto de se conseguir minerais preciosos. Desta mesma maneira, aconteceu na época do ciclo da cana-de-açúcar e por fim de toda economia, com uma escravidão de negros, de participação tão ativa.

+ Vídeo: O que era o engenho?

O negro era considerado um ninguém, somente tinha direito a sua ‘ração’ diária e um canto para dormir, conhecidos como senzalas. A vida do negro era o trabalho, o máximo possível, para retornar de maneira eficaz os custos imputados na compra de um negro trabalhador. A relação feitor-negro era o mesmo que máquina e quem a comanda, com uma diferença, é que o negro não tinha nenhum privilégio e a máquina tem a seu favor a limpeza de manutenção, todavia, o negro tinha como recompensa, as chicotadas e o castigo. O tratamento recebido do patrão era de tamanho desprezo e distanciamento, porque branco é branco e negro é negro, e o que resta por último é o trabalho e o conforto, somente na hora da dormida, poucas horas.

O negro na economia era o trabalho desqualificado. Era o trabalho bruto, quer dizer, não era um trabalho que usasse a inteligência, pois não era do interesse de seu proprietário, educá-lo para atividades de servidão e total subordinação ao seu senhor.

De acordo com Calógeras (1927), o Brasil, não tendo ainda revelado haveres minerais, só poderia ser colônia agrícola. Os portugueses, por demais escassos, não possuíam braços bastantes para o cultivo de suas fazendas nem para a extração do pau-brasil. Saída única para tais dificuldades deveria ser arrancar, por quaisquer meios, trabalhadores baratos do viveiro aparentemente inesgotável da população regional. Essa foi à origem do negro na economia do país e que durou muito tempo.

O negro na economia brasileira, como em qualquer outra economia que usava o negro como mão-de-obra escrava, era tratado como uma mercadoria que era vendável, como bem retrata este anúncio da época: compram-se escravos de ambos os sexos, com ofício e sem ele, e pagam-se bem contanto que sejam boas pessoas, na rua do Príncipe no 66 loja ou então este: quem tiver para vender um casal de escravos, dirija-se a rua do Príncipe no Armazém de Molhados no 35 que achará com quem tratar. Desta forma, os jornais da época anunciavam constantemente transações de compra e venda de seres humanos, como se fossem produtos que vendidos, pudessem passar de mão em mão sem nenhum poder de reação.

Mesmo após a abolição da escravidão o negro ainda passou por diversos problemas, como o salário baixíssimo, dificuldade de encontrar emprego, de se fixar em uma moradia. Nos dias atuais o negro passou a ter um bom cenário, e existem diversas políticas públicas para garantir isso. Entretanto, ainda é necessário acabar com o preconceito e o racismo, que ainda perdura na sociedade brasileira, mesmo que esta esteja tentando combate-la.

Mesmo após a abolição da escravidão o negro ainda passou por diversos problemas, como o salário baixíssimo, dificuldade de encontrar emprego, de se fixar em uma moradia. Nos dias atuais o negro passou a ter um bom cenário, e existem diversas políticas públicas para garantir isso. Entretanto, ainda é necessário acabar com o preconceito e o racismo, que ainda perdura na sociedade brasileira, mesmo que esta esteja tentando combate-la.
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Uma breve introdução

Cultura Afro-Brasileira

A contribuição dos negros na construção da sociedade brasileira é evidente. É possível notar sua influência desde simples superstições até o modo de viver do brasileiro. O cantar, o dançar, o sentir, o produzir e até mesmo o refletir foram características legadas por meio dos negros. Essa grande influência teve início a partir do tráfico negreiro, em que milhões de africanos foram forçados a sair de seu continente de origem para exercer trabalho escravo no Brasil.

O negro foi considerado mercadoria no Brasil a partir do final do século XVI, quando os colonizadores portugueses começaram a substituir a mão-de-obra indígena pela negra. E partir desse momento, o negro se tornou importante no cenário brasileiro. Ele foi introduzido em todas as áreas de trabalho, como a do artesanato, a agrícola e a doméstica.

É necessário salientar que o negro não veio sem cultura do seu local de origem. Ao entrar no Brasil ele viu uma realidade totalmente diferente da que vivia, visto que para o colonizador europeu eles eram considerados somente como mão-de-obra, mas o negro no continente africano vivia em tribos, lá ele era príncipe. A heterogeneidade cultural das etnias africanas era imensa, ou seja, lá se tinha uma prática cultural diferenciada, dependendo da região à qual pertencia.

A contribuição do povo africano para a formação brasileira foi primordial tanto na composição física da população quanto na conformação do que viria a ser cultura, isso inclui várias dimensões, como a culinária, língua, música, religião, estética, valores sociais e estruturas mentais.

Vale ressaltar que a cultura africana também incorpora traços indígenas e europeus. Assim, é possível dizer que esse grande intercâmbio cultural vai além de regiões, para se tornar uma cultura única, a cultura brasileira, considerada uma das mais ricas, fazendo do Brasil um país de grande miscigenação cultural e racial.

Conclui-se nesse contexto, que a histórica do povo africano é rica, e que apesar da aculturação, do sofrimento, e das grandes batalhas por direitos, os negros se tornaram um fator preponderante na construção do Brasil de hoje. E apesar da necessidade de políticas públicas que apoiem o desenvolvimento social, econômico e política da comunidade brasileira, o negro foi e sempre será um dos alicerces dessa nação.

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